domingo, julho 30, 2006

Citação







(desenho feito pela minha filha. 9 anos recentes)



"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te"
Nietzsche

Obrigada a todos os que que passam por aqui.



terça-feira, julho 25, 2006

Em redor...

Salas assépticas com armários pendurados nos tectos.
Domadores massacrados.
Regras sem jogo.
Almofadas com alfinetes espetados.

quarta-feira, julho 19, 2006

Insolente

País contraditório,
bárbaro,
mal decifrado,
mal civilizado.

Coisas absurdas,
mágicas,
quais putas na quaresma.

...

E na minha boca ainda os teus lábios frescos.

sábado, julho 15, 2006

Cocktail de amargura

(ou como me sinto hoje, e que pressinto, por motivos subjacentes sólidos, assentes em injustiça profunda na apreciação do mérito, me irei sentir durante longo tempo)

Nota: Escrito por Tito Humberto (eu não encontro melhores palavras)
___________________________
Num copo cheio de lágrimas
Adiciono muito suor gelado
junto o amargo do desespero
Com bastente sofrimento
Misturo até à exaustão
Sirvo com tristeza
Bebo de um trago
E acordo de um pesadelo...
_____________________
P.S. : não sou tão optimista quanto ao acordar.


quinta-feira, julho 13, 2006

AMOR

(ou ode ao nascimento de minha filha)
*
Amor
Amor a todos
Aos corações limpos e límpidos
Amor na sua mais pura essência
Aos violinos
Às flores
Às pedras
Às canetas
Às estradas
Aos espelhos
Aos olhos
À natureza
Às nuvens
Ao sol
Amor
A tudo
E principalmente a ti

sábado, julho 08, 2006

CANSAÇO




Há quem ame o infinito
Há quem deseje o impossível
Há quem não queira nada

Três tipos de idealistas
E eu nenhum deles

Porque eu amo infinitamente o finito
Porque desejo impossívelmente o possível
Porque quero tudo ou um pouco mais

Se puder ser ou até se o não puder


E o resultado!
Para eles a vida vivida ou sonhada
Para eles o sonho sonhado ou vivido
Para eles a média entre o tudo e o nada

E para mim...
Para mim só um grande profundo e
Infecundo

Cansaço...

sexta-feira, junho 30, 2006

O TEMPO


Inexorável
Tic, tac, tic, tac
Nem a criação, a invenção ou
a imaginação
lhe permitem ambiguidade
Tic, tac, tic, tac
Estranhamente
vivemos na loucura do limite
o "hoje"
Vã tentativa de intemporalidade

Tic, tac, tic, tac

O ontem foi tão fugaz e tão breve...
Nunca mais é amanhã!

O tempo...
despótico,
implacável,
ladrão.

sexta-feira, junho 23, 2006

O ponto de saturação


Sonhos
Equilíbrio
Confrontação
Realização Pessoal
Envolvência do colectivo

....

ou

a cirurgia dos afectos

sexta-feira, junho 16, 2006

Foi por isso

Foi por isso que decidi
separar-me do mundo.
... E, comprei um castelo!
Reino
ou reduto
onde permaneço
a descansar da luminosidade.
Reduto, sim,
reduto, antes...
de serenidades imemoriadas pelo chão.

Quando quiseres,
sabes onde é o meu castelo!

terça-feira, junho 13, 2006

De Eugénio de Andrade para Eugénio de Andrade







Tu já tinhas um nome, e eu não sei
se eras fonte ou brisa ou mar ou flor.
Nos meus versos chamar-te-ei amor.


in «As Mãos e os Frutos»

domingo, junho 11, 2006

Homenagem a Max Weber




Autor da fotografia: joao espirito santo

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Se a idade da adolescência já passou,
porquê
insistir,
em carregar o mundo às costas??!

... Tenho uma garrafa-vidro-vida a meu lado
e sei que posso parti-la quando quiser!

... já os teus olhos...
olhos-vida , olhos-vidro... são meus e teus e nossos e dele e dela e de todos, da humanidade! ...........
e..... inquebráveis!!!!!!!!!!! (como se partem os olhos?) ( tanta coisa que eu não sei!!!!!!!) )

Vamos mastigar bem para engolir melhor! (Como o "homem do rebuçado")

Eu vou!
Não para te engolir, claro, embora se te engolisse, pudesse, talvez, fazer magia e, ter-te aqui, quando me apetecesse.


...........



"A obediência é determinada pelos motivos bastante fortes do medo e esperança"
"A esperança venceu o medo".

segunda-feira, junho 05, 2006

zumbidos

Não quero zumbidos
ancorados em vestes de chamamentos.
Vestuto Senhor:
Quero as vestes dos seus dias!
Quero adorná-las de insígnias!
Quero acordar em Festa!
Trazeis-me a lanterna?

Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos

Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde

quinta-feira, junho 01, 2006

Circunstâncias


Embriaga-me o cheiro da pele que te invento
Enquanto te espero apenas nas palavras.
__________________
Agora uma nota de humor para levar muito a sério:
"Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite"
Luís Fernando Veríssimo

sábado, maio 27, 2006

Descoberta

Quando cai a noite
vamos sózinhos.
Procuro na "fotografia" sensações.
Inquieto silêncio ao ritmo das águas.
Descobri que só um corpo é pouco.

segunda-feira, maio 22, 2006

Encher a noite

No meio de uma mesa-azul agonia,
um vaso translúcido de jarros,
na alma desbotada que perdi.

Ah, poderia encher a noite de metáforas e antíteses!!!
Parece bem, pôr metáforas e antíteses na noite!
... No labirinto do que sinto,
mesmo quando não sinto.


*****
(P.S - Porque é que a autenticidade e a genuinidade assusta as pessoas? Porque há que racionalizar tudo? Porque há-de sofrer o "assustador" e o "assustado"?
Mas, sobretudo: como é que alguém mais que ponderado e racional, ainda consegue ser espontâneo?)

domingo, maio 21, 2006

Hoje

Aqui e ali,
fragmentos de terra triturados.

terça-feira, maio 16, 2006

:)

" A claridade apaga a claridade"

António Ramos Rosa in Gravitações

(frase-chave para a verborreia que me assaltou nos últimos dias)

Index

Se eu estragar tudo vocês aturam-me?

Se eu conseguir vocês aplaudem?

(ai......... O blog segue logo que possível)

segunda-feira, maio 15, 2006

Apontamentos

(Desculpem a intermitente descaracterização do blog. Será retomada a forma original logo que possível)

Ontem, por momentos, não tão breves que se possam esquecer, depois de muito tempo, senti-me FELIZ!
Não sei se de um deslumbramento se trata. Mesmo que assim seja, gostaria que perdurasse na memória como um momento mágico.
Mas não sei também, se a não fazer "caminho", tal terá a ver com a minha "incapacidade" para o efeito.
Parece-me que já não sei caminhar devagar.
Parece-me que se instala um estúpido sentimento contrário, de negação.
Parece-me que tenho medo de TER tanto quanto (agora me dou conta, sempre o ignorei) de, NÃO TER.
Mas ao menos ontem senti uma magia que julgava não ter sentido.
Aconteceu.

quinta-feira, maio 11, 2006

O amor é triste. Para reflexao e comentários.

Com a devida autorização, reproduzo aqui o pensamento de uma pessoa de quem gosto muito, aliás exímio músico de uma banda de blues, quiçá das melhores em Portugal, que merece reconhecimento, de seu nome Charlie&BluesCats.

Porque o faço?
Se calhar porque já nem sei se vale a pena discordar dele.
Porque gostava de vos ler sobre o assunto.
Aqui vai:

"De facto o amor parece não ser mais do que a conjunção de uma série de factores: dinheiro, posição, inseguranças várias, carácter e personalidade, blá blá blá e acima de tudo PODER.

Poder executivo no estrito âmbito do pessoal, o poder de ter poder sobre outra pessoa.

Horrivel o amor, sentimento que propicia a auto-destruição, o ódio, a fraqueza, a perda da dignidade, a submissão, a desilusão, a depressão, a credulidade, o engano, a mistificação, o suicidio, a crueldade, a manipulação, a traição, a mentira e, em geral, quase tudo o que de pior a humanidade gerou.

O que queremos enquanto humanos é que nos amem, egoisticamente e nem queremos saber se é mesmo verdade, se fôr preciso compramos o dito cujo ou alguêm.

O amor é triste.
"

Por Carlos Pereira